segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Voo rápido


Questionam-me a articulação narrativa
Inquirem sobre a rede de símbolos
Duvidam da credibilidade trágica
Comparam metáforas poéticas

Esperam nem sei o quê
Quando não tenho mais
Do que as palavras de todos os dias
Para dizer
O que dói e o que sangra
E o que de vez em quando
Faz sorrir a alma

Como quando enlaçaste
Os teus dedos nos meus
E garantiste que nunca mais estarei só
E sendo mentira não
Deixou de ser verdade
Naquele instante
Em que o corvo crocitou
Lá atrás
E desapareceu
Num voo rápido
Como o das tuas juras

2 comentários:

Clara Amorim disse...

Ana,

Que bonitos os teus poemas!!!
(Só hoje os "descobri"...!)

ana almeida disse...

Muito obrigada, Clara :-)