terça-feira, 16 de novembro de 2010

dois braços


tenho dois braços e estão vazios, as palavras não os enchem, as palavras cansam-me, quero gestos, quero corpo, o teu, que é meu, odeio o tempo, não sei esperar, os meus braços vazios desesperam enquanto aguardam que acabes de salvar o mundo de si mesmo. vem salvar os meus braços que morrem à sede de ti

3 comentários:

Luis Bento disse...

Intenso, ritmado, em crescendo, terminando numa "apoteose"...é mesmo o abraço que se sente ao ler o texto...
Ps. Agora percebo o que é escrita contemporâne...

Muito bom!

je disse...

Não me canso de agradecer o teu apoio. Obrigada.

GuessWho disse...

tou extasiada! arrebatada! olha...continua. és linda :)
Paula