sábado, 12 de setembro de 2009

Boletim pouco lógico


E de repente vem a nuvem. E de repente vem a chuva. E de repente esta cai dos meus olhos nublados por causa das altas pressões que ninguém controla, o mundo a revolver-se em estertor sobre si mesmo.

E de repente só apetece o abraço. De repente só apetece o colo. Apetece a mão que aperta a mão debaixo da mesa, sem palavras, que as palavras têm uma magia estranha que ninguém controla.

Quem me diz que não foi falar em sorrir que trouxe este chorar, não dizem que a existência é um cristal de equilíbrios?

1 comentário:

Marta disse...

Olha, tu arrebatas-me. Já não passava por aqui a algum tempo, mas sabe sempre tão bem ler coisas tão boas... Muito obrigada, ana